A disponibilidade de veículos 0km foi impactada por uma escassez de diversos componentes, dentre eles os componentes eletrônicos, ocasionando um aumento da venda de usados.
De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a indisponibilidade de veículos 0km (zero quilômetro) aqueceu o mercado de venda de usados em 2021. O emplacamento de veículos usados somou 9.576.964, 18,1% superior do que em 2020, com registro de 8.105.586 veículos vendidos.
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O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior esclarece: “Como o mercado de veículos novos foi bastante impactado pela crise global de abastecimento de componentes, provocando queda nos estoques das concessionárias, muitos consumidores buscaram opções entre os seminovos e usados”.
Porém, na contramão do ano anterior, o segmento de 0km leves não decepcionou, com aumento de 24,2% em 2021, somando 416.474 emplacamentos em todo Brasil, superando o ano anterior de 335.226 veículos vendidos.
Os veículos leves usados, também foi destaque em vendas, com aumento de 22,9% de emplacamentos, contra 1.658.379 de unidades vendidas no último ano, contra os 1.348.738 emplacamentos de 2020.
O veículo mais popular entre os brasileiros não ficou de fora. As motocicletas novas e usadas também representaram um aumento, com 26,4% de vendas com as de 0km, superior a 2020. Foram 915.473 motos vendidas contra 1.157.369 unidades em 2021. Já as motos usadas, houve um aumento de 17,5% em vendas, saltando de 2.776.171, em 2020, para 3.262.004 em 2021.
O setor pode comemorar, pois o bateu o recorde de vendas em todos os tipos de veículos como carros, motos, caminhões e implementos rodoviários. No ano de 2021, o mercado de venda de usados fechou o ano com maior número de vendas desde o início do comparativo iniciado em 2004, superando o marca do 15 milhões de veículos comercializados.
O mercado de veículos novos também não ficou para trás, já que teve uma alta de 6,6% de veículos comercializados, destaque para os leves com aumento de 24,2%, motocicletas (+26,4%), caminhões ( 42,8%) e implementos rodoviários ( 34,1%). Já os segmentos deficitários foram os de automóveis (-3,5%) e ônibus (-2,4%).
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